meditação de fim de ano


serenidade

 

acolhe-te em ti

és

 

sente tudo

como se tudo

fosses tu

e és

 

o reflexo

no espelho

sorri um sorriso intemporal

há gente

dentro do espelho

que desconhecias

és tu

 

todo o tempo

não é o tempo todo

no teu tempo

em cada instante

por mais ínfimo

 

uma voz sussurra

o teu nome

não o reconheces

estás longe de

és muito mais

és

 

no ser

assim

contigo

sou

o chamado da xávega


henrique bastos

 
uma das características das companhas de xávega, na torreira, é a participação da juventude na faina.
 
começam miúdos, “canalha” ainda, como se diz na praia, e depois continuam nos períodos das férias escolares. alguns, mesmo se arranjam trabalho noutra actividade que não a pesca, é a ela que retornam em período de férias laborais.
 
o chamado da xávega e da ria são muito fortes. do mar para a ria e em sentido inverso, a pesca está no sangue desta comunidade.
 
(torreira, companha do murta, 2007)