
resta do arquipélago a ilha e a ameaça do mar memória de ser doce o sal
(murtosa; cais do bico; 2008)
o poema “Uma floresta de livros …” faz parte do livro “Pó sobre pó”
eternidade breve
o assassínio do futuro condena-me a conjugar os verbos no passado se os nomeio folhas secas juncam o chão dos dias inscrevem nomes na memória povoam o silêncio estar vivo é saber da morte dos outros ser a sua eternidade breve outra não há
torreira; regata bateiras à vela; são paio; 2013
o poema ” vamos pela vida … ” faz parte do livro “HOMEOSTASIA”
in memoriam luís cardoso
na salina do corredor da cobra (ecomuseu do sal) a alegria, o saber, o amor pelo sal, tinham um nome: luís cardoso.
bom conversador e conhecedor da história e das técnicas de fazer sal, era um excelente guia para quem visitava a salina.
partiu este ano e continua connosco. é esse o mistério da ausência presente, que pessoas como ele nos deixam.
abraço luís, salgado abraço
(este pequeno e mal amanhado registo, com uma nortada forte a perturbar o som, foi feito com o smartphone, em setembro de 2020, naquela que seria a última redura do ano.)