crónicas da xávega (187)


notas de um retirante

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o jorge carriço a relembrar velhos tempos

o último ano em que, na torreira, se fez alagem com bois, foi em 2001. (confirme-se com o joão da calada)

a companha era a do joão da calada e o barco, o óscar miguel.

entre os bois e os tractores, penso que houve um período curto em que se fez alagem a tirante. tire-se isto a limpo.

em 2013, ano de eleições autárquicas, pela primeira vez a câmara da murtosa fez uma recriação da xávega.

para o ano há de novo eleições, porque não, pelo menos de 4 em 4 anos, fazer uma recriação?

(torreira; setembro, 2013)

os moliceiros têm vela (241)


reparos de um retirante

“Breve História do Concelho da Murtosa”, autor “Marco Pereira”

(algumas notas breves, precedidas de um sublinhado)

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em qualquer publicação é tão importante a citação como a omissão.

isto dito, e sem retirar valor, nem importância à obra citada, queria deixar 3 notas breves para os desenvolvimentos temáticos futuros:

moliceiros: ainda há moliceiros na ria. é importante fazer a história das regatas e sua importância na dinamização turística temática e preservação do património, único no mundo. os moliceiros tradicionais e os passeios na ria.

companhas: ainda existem companhas activas na torreira. importante referir as que estão em laboração, as que ao longo do século xx trabalharam e as alterações sofridas nos métodos de trabalho: dos bois aos tractores, dos remos aos motores, por exemplo. parece-me importante que seja referido o seu papel na atracção turística temática.

literatura: não consta o nome do dr. Raul Vaz, entre os escritores listados. penso que, enquanto murtoseiro e pela obra produzida, merece lugar de relevo entre os nomeados.

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(foto de 2014)

crónicas da xávega (185)


o meu amigo ricardo

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no reçoeiro, o esforço quando a manga chega e é urgente trazer o saco para terra, a máquina não basta.o homem sempre

14 anos de idade, 11 anos depois de o ter conhecido.

o homem e a máquina, a máquina do homem, do tempo, do esforço, do crescer assim rente ao mar, com o mar nos olhos a invadir o sangue.

o puto que já foi, no homem que é puto ainda, para mim

(torreira; 2016)

no reçoeiro, o esforço quando a manga chega e é urgente trazer o saco para terra, a máquina não chega.

mãos de mar (3)


mãos de dar

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não
não me arrependo
de serem de dar as mãos
que me deram

nos cotos
dos braços que me levaram
outras mãos nasceram
para continuarem a dar

haverá amargura
por dentro dos dias agora
mas brilha nos olhos
o sol de sempre

o tempo
que nunca caberá nas mãos
é oferta impossível

usaram-no mal

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(torreira; 2016)