os moliceiros têm vela (271)


és tu sou eu

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varanda sobre a ria

não estranhes que
te estranhem
se estranho és
estranho seria que
te não estranhassem

ser o outro
a forma de seres tu
num mundo
em que ser é ser eu
é seres estranho

abraça quem te abraça
e deixa passar quem
por ti estranhando passa

este mundo meu amigo
pode não ser o teu
mas tu serás sempre
o mundo do teu amigo

não é estranho
és tu sou eu

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foi um sonho, hoje é realidade

(murtosa; regata do bico; 2017)

 

gonçalo cadilhe_nos passos de santo antónio


porque viajar pode ser mais do que partir, gonçalo cadilhe leva-nos a fazer os percursos de santo antónio.

um aturado trabalho de investigação em que a experiência do viajante o ajuda a reproduzir uma viagem e uma vida.

santo antónio nos passos de gonçalo cadilhe é um prazer e uma aprendizagem.

biografia

Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz em 1968, cidade onde cresceu e que mantém como residência. Licenciou-se em Gestão de Empresas na Universidade Católica do Porto, em Setembro de 1992, fazendo parte da primeira “fornada” de licenciados deste curso. Durante os anos da Universidade frequentou também a Escola de Jazz do Porto. Depois de uma breve passagem pelo mundo da Gestão de Empresas, em Abril de 1993 começou a viajar e a escrever sobre viagens de forma profissional. Tem dez livros publicados e assinou três documentários de viagens para a RTP2. Organiza e acompanha mini-tours pelo globo em colaboração com a agência PLV (www.pintolopesviagens.com).

site

http://www.goncalocadilhe.com/

os moliceiros têm vela (270)


regata do bico 2017

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o moliceiro MARCO SILVA, vencedor da regata

lista de participantes

CLASSE A

MARCO SILVA
A. RENDEIRO
UM SONHO
ZÉ RITO
S. SALVADOR
O AMADOR
BULHAS
DOS NETOS
C.M. MURTOSA

CLASSE B

ECOMOLICEIRO
SERMAR

classificação da CLASSE A

1º MARCO SILVA

2º A. RENDEIRO

3º UM SONHO

4º ZÉ RITO

5º S. SALVADOR

(nota não consegui saber as posições à chegada a partir do 5º lugar)

neste registo o moliceiro MARCO SILVA no último cambanço, já isolado.

repare-se como ao dar bombordo à bóia, a rasa num precioso ganho de tempo e distância, evidenciando a perícia da tripulação.

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(cais do bico; 6 de agosto de 2017)

crónicas da xávega (208)


arrancaram-lhe as raízes

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arrancaram-lhe as raízes
picaram-lhe com finas agulhas
os órgãos de sentir
fizeram-no de pedra bruta
in sen sí vel

chorou encostado a uma parede
era de dia e havia gente na rua

sabias que se pode gelar de verão?

não lhe arrancaram a memória
nunca o conseguirão

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(torreira; 2013)

os moliceiros têm vela (269)


 

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moliceiros na ria
(porque sei que há futuro)

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recuso o fausto da celebração
da memória

recuso a homenagem póstuma
aos assassinados

e digo

sim ti abílio
se eles quiserem
se eles nos deixarem
se eles nos apoiarem de facto

vamos ter sempre
sempre ti abílio

moliceiros na ria

 

(regata do bico; 2010)

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