os moliceiros têm vela (465)


entre 2010 e 2021 foram muitos os moliceiros que desapareceram. os que de novo foram feitos não os superam.

não vou citar nomes de homens e barcos, mas seja o ti abílio, amigo do peito, mestre das artes do mar e da navegação – que já não tem moliceiro e por isso não estará presente na regata de hoje -, o símbolo do amor a estas aves tão belas a que deram, por arte e ofício, o nome de moliceiros

torreira; regata do são; 2010

postais da ria (396)

postais da ria (396)


em 2010 o dia 28 de agosto foi assim:

” um dia em cheio. 7h45m- torreira; 8h30m – partida para a ria com dois pescadores para, durante cerca de 1h30m, fotografar e filmar o colher das redes; 10h30m banho no mar; 14h30m – o marco resolve ir ao mar, até às 17h fotografar e filmar um lance de xávega. assim um dia‌”

um dia intenso, como eram todos os dias

porque de tudo haverá partida
e se fará memória se a houver

malhas cheias as da minha rede
forçoso voltar a terra e descarregar

tempo de contas e de ter sido
farto e intenso nunca pela metade

porque de tudo há partida
resta a memória

(de partida para cabritar berbigão, ou ameijoa)

crónicas da xávega (482)


o que é o quê

xávega, arte, artes ou arte-xávega, são formas diversas, e as correctas, para designar a mesma “arte de pesca”.

assim como, passer domesticus, pardal, pardal ladrão, pardal dos telhados, pardal da igreja, etc., são formas diversas de designar a mesma ave.

(praia da leirosa; 2019)