
(plano 15)
continuação de uma espécie de edição em banda desenhada virtual, com sequência diversa da do livro
o link para uma amostra no ISSUU
(torreira;1972)

(plano 15)
continuação de uma espécie de edição em banda desenhada virtual, com sequência diversa da do livro
o link para uma amostra no ISSUU
(torreira;1972)
plano 5
o livro está aí, caminha e diz-se, cresce e faz-se.
sexta-feira pelas 21h30m nos palheiros da tocha mais uma apresentação.
todos os dias há pedidos de quem o viu e sentiu, de quem ouviu falar dele, de quem ainda não mas …. quer
nunca pensei fazer algo de que gostasse tanto e de que tantos gostassem.
começo aqui, agora uma espécie de edição em banda desenhada virtual
o link para uma amostra no ISSUU
quando

com joão costeira
quando te contarem
cala
mesmo sabendo que
falso
não perturbes o lento
desmoronar da casa
(torreira; o largar da solheira; 2010)

o meu arrais, joão da calada, nos anos 90, meu mestre e grande amigo
é tempo de falar da companha que me ajudou a trazer à praia este trabalho, dizendo os seus nomes.
na escolha dos textos: maria josé barbosa e antero urbano
no trabalhar e seleccionar das imagens: jorge bacelar
na definição do formato do livro e acompanhamento da sua elaboração: helena mouro
na edição e em tudo: jorge pinto guedes (o meu editor e um grande amigo)
no lançamento na torreira, o pessoal de terra:
manuel arcêncio, director do agrupamento de escolas da murtosa, que entendeu desde sempre o meu trabalho e nesta fase final cedeu o espaço e toda a logística.
maria josé ferreira e arlindo silva, que trataram da parte mais delicada do lançamento: entregar os livros, receber os euros e prestar contas.
a todos eles o meu obrigado e um abraço comigo dentro.
bem hajam.
o filme ficou assim
quando o mar trabalha

depois de seco o saco é de novo fechado para o aparelho da xávega poder fazer novo lanço. ao acto de fechar o saco chama-se “dar o porfio”, é o que está a fazer o meu amigo agostinho canhoto
é de rede
deitada ao mar do tempo
este livro
em terra
ficará a contar estórias
a falar de muitas vidas
e saberes
fora dele muito mais
que para tudo
saco não havia
e peixe houve que saltou
deu-se o porfio
fechou-se o saco
é na praia que encontras
os búzios que procuraste
em casa
(torreira; 2011)
a eternidade

se toda a beleza
cabe num instante
também a morte
olho os barcos
vejo os homens
vida a vibrar
angustiam-me barcos
vazios
prenunciando a morte
habitada ria esta
onde homens e barcos
celebram o instante
a eternidade
é aqui agora
feliz eu

(regata do bico; 2018)
zé pedro

neste registo de 2013 o zé pedro deveria ter ainda 13 anos e já estava a coser o pano de uma vela.
em 2009 com 10 anos quando o avô, o mestre zé rito, construiu o moliceiro no estaleiro ao lado da casa, já ele andava a acompanhar a construção e a “botar” opinião.
depois começaram as participações em regatas, aos 12 anos já era timoneiro no moliceiro do falecido manel valas, onde com 15 anos apenas – ajuda-me se estiver errado, zé pedro – já foi arrais.
em 2014 ou 2015 com o rui (russo) e o ti manel valas, penso que ficaram em 3º lugar na regata da ria, chegando mesmo a ir na frente em alguns momentos da regata.
digo isto sem consultar documentação, de memória. o importante não é o ano, não é o lugar à chegada, o importante é o amor à partida.
o zé pedro, hoje com 19 anos, é um homem da ria, um homem que se houver condições, juntamente com outros jovens, poderá continuar a tradição legada pelos avós.
haja querer que os moliceiros tradicionais e as regatas têm quem as continue.
quando alguns se queixam que não fazem porque a juventude não se interessa, na ria é ao contrário, há jovens que querem continuar, só precisa que lhes dêem condições.
dá deus nozes …..
(torreira; regata da ria; 2013)
maria emília

professora, natural da região de aveiro (sul), comprou em leilão, no ano de 2015, o moliceiro “S. Salvador”.
no painel da proa, estibordo, a pintura de um moliceiro e a legenda “EU SOU FELIZ AQUI”.
segundo me disse, comprou o moliceiro para passear com a família e os amigos, mas tem participado em todas as regatas desde que o comprou.
e participa como camarada.
em frente ao estaleiro do mestre zé rito, na torreira, apodrece o moliceiro do falecido manuel valas. não haverá nenhum orgulhoso de ter nascido na “pátria do moliceiro” que passe das palavras aos actos e o ponha navegar?
murtoseiros, olhem para o exemplo da maria emília.
regata do bico 2018
(participação e posição à chegada até ao 5º – classe A)
1 – A. Rendeiro
2 – Marco Silva
3 – Zé Rito
4 – Ferreira Nunes
5 – Um sonho
O Amador
Dos Netos
S. Salvador
CM Murtosa
Inobador
(penso não ter aqui qualquer falha mas, se a houver, venham ajudas que correcções farei)
(murtosa; regata do bico; 2018)
abílio fonseca (carteirista)

o ti abílio já passou os 80 e ainda cá anda a velejar e a ser o exemplo acabado daquilo a que alguns chamam a “brejeirice da beira-ria” – e que tanto tem sido representada nos painéis dos moliceiros.
passem umas horas com o ti abílio e verão como todos os painéis brejeiros podem ser de carne e osso.
nascido e criado na gafanha baixa, na murtosa, cresceu no moliço, foi para a marinha, emigrou, regressou e continua.
é dono do moliceiro “Dos Netos”, o único que não foi construído na zona norte da ria, mas pelo mestre gadelhas, de seixo de mira.
a boa disposição toma-a ao pequeno almoço e adormece com ela.
tratamo-nos por tu e eu tenho por ele amizade e respeito.
guardo, emolduradas, as medalhas que me ofereceu nas regatas da ria e do s. paio, em 2016.
amanhã, dia 5 de agosto, se tudo correr como planeado, lá estaremos na provocação brejeira, tão nossa, tão da beira-ria.
(torreira; regata da ria; 2013)
(o livro está aí, estão todos convidados)
