em 2018, o murtoseiro diamantino moreira de matos promoveu e organizou três sessões subordinadas ao tema “varinas”.
deu-lhes a designação genérica de “varinas dos pregões” sendo que cada sessão teve desenvolvimentos subordinados a temas diferentes, caracterizados no subtítulo da sessão.
assim, no dia 1 de agosto, a sessão designou-se “vivinha a saltar”, no dia 29 de agosto “a canastra dos artistas” – 1º lanço e, a terminar, no dia 26 de outubro “a canastra dos artistas” – 2º lanço.
foi neste 3º momento que fui convidado pelo promotor, organizador e autor do evento, diamantino moreira de matos, para participar dizendo poesia do meu livro “quando o mar trabalha” e fazê-lo com a companhia de outros amigos que diriam poemas do livro.
do momento poético deste evento, realizado no auditório municipal da murtosa e o primeiro das comemorações dos 92 anos do município da murtosa, fica o registo possível.
obrigado diamantino pelo saber, a arte e a amizade. como diziam os antigos: bem hajas
(nota: a foto de abertura do vídeo é da autoria de outro grande amigo, camilo rego. um muito obrigado e um grande abraço, amigo)
nesta sessão foi também visionado o registo por mim feito em 2016 com a emília russa e olívia borras, que de novo publico
nascido na década de 40 do século XX na murtosa, onde viveu, francisco faustino é testemunha de um tempo que urge preservar.
veio ao mundo junto à ria e é descendente de gentes do mar, a sua vida profissional e o exercício pleno e permanente da cidadania, aliados a uma memória invejável e uma capacidade invejável de comunicação, tornam-no uma fonte de saber que não se esgota nas conversas que ficam registadas nos 4 vídeos.
o que destas conversas mais fica é o muito que haverá por saber e registar.
falar com o chico é um prazer e uma lição. isso aprendi
de 4 horas de conversa, ou melhor, de lição, este é o último registo.
desde que publiquei no meu blog o artigo sobre a notícia dada pelo jornal “Concelho da Murtosa”, no passado dia 23, a propósito do meu livro, têm-se sucedido, no blog, comentários estranhos, primeiro por “maria murtosa”, depois por “augusto vinheirão”, ambos feitos a partir do mesmo computador ou do mesmo local. agora chegou a vez do vice-presidente da câmara municipal da murtosa, na publicação de dia 5 de outubro que, por mera curiosidade, é ilustrada com uma foto da praia de mira.
transcrevo o comentário feito no blog, não porque me cause qualquer mossa, mas porque mostra bem o nível de quem o produz, ao mesmo tempo que demonstra ignorar, tal como o jornal já citado, a minha forma de estar.
“O meu gosto pela fotografia, leva-me a tê-lo na maior conta. Para que possa ter aceitação no meio Murtoseiro, devia deixar de ser o Vasco Pulido Valente do ramo da fotografia e da poesia; ou seja, no seu íntimo, só o Senhor é que sabe fotografar e mais ninguém na terra marinhôa devia fazer fotografia.
De resto, as portas da Galeria Municipal, estão abertas e no aniversário da freguesia da Torreira e do Concelho da Murtosa, está convidado a expor o seu trabalho.”
ao utilizar o endereço de email da câmara municipal, deixou de comentar como particular, para o passar a fazer a nível oficial – lembram-se do tempo das cartas? uma carta particular era enviada em envelope normal, uma carta oficial em envelope timbrado da instituição. no email é o mesmo. por outro lado o último parágrafo do comentário só pode ser escrito por alguém com lugar no executivo.
em tudo o que escreve o senhor vice-presidente da câmara municipal da murtosa, a única coisa que ressalta como pura falsidade para quem me conhece é “…. no seu íntimo, só o Senhor é que sabe fotografar e mais ninguém na terra marinhôa devia fazer fotografia.”. não fora esta afirmação e nem resposta lhe daria. mas há limites para o silêncio.
e jorge bacelar, campeão do mundo de fotografia, e tantos dos sócios da associação de fotografia e artes visuais da murtosa (afavm) de que o sr. vice-presidente é sócio, e os não associados? fotógrafos de méritos reconhecidos e cujo trabalho respeito, porque conheço, e não me parece que possam estar de acordo com esta afirmação.
e os fotógrafos que tenho trazido à murtosa e torreira, para fotografarem a ria e a xávega, e aos quais tenho mostrado locais e explicado os métodos que utilizei durante anos para registar as belezas da nossa terra? acaso o sr. vice-presidente participou no workshop com o título “ fotografar a arte-xávega” promovido pela afavm e por mim orientado, onde comecei por dizer que não ia falar de fotografia, já que havia na assistência bem melhores fotógrafos do que eu, mas sim falar de xávega?
os que conhecem o meu trabalho, portugueses e estrangeiros, e me conhecem pessoalmente, sabem que o seu comentário não faz sentido, do princípio ao fim, mas isso não é problema meu.
lamento, meu caro, mas não lhe reconheço artes que lhe permitam ver o que vai no meu íntimo e por isso o deixo divagar devagar.
( para melhor entendimento do texto primeiro ver o vídeo da apresentação do livro na torreira e depois ler a “notícia” digitalizada )
in “Concellho da Murtosa” de 31 da agosto de 2018
…………………….
as pérolas-primas do primo ou as ppp’s do “Concelho da Murtosa”
quando me disseram estranhei, quando contei estranharam também mas, quando li, entendi.
tinha sido notícia no “Diário de Aveiro” e no “Notícias de Aveiro”, tinha de ser também no jornal da terra e pronto, havia que escrever algo, mesmo não conhecendo o livro, mesmo não tendo estado na sessão de lançamento – o artigo não é assinado, logo é da responsabilidade ou autoria do editor. havia, no entanto, o vídeo e, deduzo, foi a partir daí que a “notícia” foi escrita.
agora vamos a ela.
comecemos pela foto, é a cores e retrata uma cena da recriação da xávega em 2013, na torreira – a foto não é minha, o livro é a preto e branco e o seu conteúdo muito anterior.
“A memória de um povo faz-se pela cara das gentes” – sublinhado meu –, assim se intitula a “notícia”, deve de ter sido escrito depois de uma ida ao festival do bacalhau em ílhavo.
o título do meu livro é em minúsculas – todo o livro é em minúsculas, toda minha escrita é em minúsculas – e mal começa uma notícia quando a primeira letra é um erro, nesta porém a seguir há de tudo – erros de português, erros de impressão, falhas de revisão, citações mal feitas, corte e cola sem critério. apetece dizer que se alguém quiser aprender “como não fazer” pode começar por aqui.
alguns exemplos: “valeu apena”, em vez de “valeu a pena”, “meio bisavô” em vez de “meu bisavô”, “domingos josé cravo (gorim)” passa a “Domingos José Cravo”. se me citam usem, pelo menos, o meu modo de escrever. os textos entre aspas na “notícia”, citações do livro, não sabem o que é o respeito.
quanto aos delírios que vão surgindo, talvez por problemas de audição, organização interna ou o velho “tenho de despachar isto”, desafiam a criatividade de alguns dos melhores humoristas do nosso país. apesar de anexar a “notícia” na íntegra, não quero deixar de reproduzir alguns nacos que mais me fizeram rir e que resultam de colagens feitas pelo autor da “notícia”:
“ … as fotos de 1972, nunca saíram da Murtosa, foram todas feitas aqui, vieram da Murtosa.”
“ … fui somando memórias e fui e consegui a minha maior realização….”
“ … é o que eu deixo à Torreira, foi feito em França, fiz questão que isto ficasse bem, em França…”
enfim…. há mais mas eu gosto muito destes.
há, porém, o início de um parágrafo em que perco a vontade de rir porque, e agora cito o autor da “notícia”, se pode ler “ Um livro a três tempos, só tem piada se as fotos forem vistas com as palavras ao lado…”. poupem-me, há piada no livro? só para alguém que quer gozar comigo ou com aqueles que fotografei ou com os familiares dos retratados falecidos – mais de 40.
penso que o “Concelho da Murtosa” terá um revisor de textos. será que estava de férias? será que não quis rever este? ou será que reviu mesmo e quis deixar assim? qualquer das hipóteses não o deixa ficar bem.
peço a todos que leiam, ou releiam, o artigo que reproduzo. aos que estiveram presentes na sessão de lançamento na torreira que comparem com o que ouviram e aos que compraram o livro, e já foram muitos, que vejam se esta “notícia” tem alguma coisa a ver com o livro que compraram.
professora, natural da região de aveiro (sul), comprou em leilão, no ano de 2015, o moliceiro “S. Salvador”.
no painel da proa, estibordo, a pintura de um moliceiro e a legenda “EU SOU FELIZ AQUI”.
segundo me disse, comprou o moliceiro para passear com a família e os amigos, mas tem participado em todas as regatas desde que o comprou.
e participa como camarada.
em frente ao estaleiro do mestre zé rito, na torreira, apodrece o moliceiro do falecido manuel valas. não haverá nenhum orgulhoso de ter nascido na “pátria do moliceiro” que passe das palavras aos actos e o ponha navegar?
murtoseiros, olhem para o exemplo da maria emília.
regata do bico 2018
(participação e posição à chegada até ao 5º – classe A)
1 – A. Rendeiro
2 – Marco Silva
3 – Zé Rito
4 – Ferreira Nunes
5 – Um sonho
O Amador
Dos Netos
S. Salvador
CM Murtosa
Inobador
(penso não ter aqui qualquer falha mas, se a houver, venham ajudas que correcções farei)
o ti abílio já passou os 80 e ainda cá anda a velejar e a ser o exemplo acabado daquilo a que alguns chamam a “brejeirice da beira-ria” – e que tanto tem sido representada nos painéis dos moliceiros.
passem umas horas com o ti abílio e verão como todos os painéis brejeiros podem ser de carne e osso.
nascido e criado na gafanha baixa, na murtosa, cresceu no moliço, foi para a marinha, emigrou, regressou e continua.
é dono do moliceiro “Dos Netos”, o único que não foi construído na zona norte da ria, mas pelo mestre gadelhas, de seixo de mira.
a boa disposição toma-a ao pequeno almoço e adormece com ela.
tratamo-nos por tu e eu tenho por ele amizade e respeito.
guardo, emolduradas, as medalhas que me ofereceu nas regatas da ria e do s. paio, em 2016.
amanhã, dia 5 de agosto, se tudo correr como planeado, lá estaremos na provocação brejeira, tão nossa, tão da beira-ria.