quando o mar trabalha – o livro passo a passo (1)


plano 520180820_AhCravoGorim_plano5o livro está aí, caminha e diz-se, cresce e faz-se.

sexta-feira pelas 21h30m nos palheiros da tocha mais uma apresentação.

todos os dias há pedidos de quem o viu e sentiu, de quem ouviu falar dele, de quem ainda não mas …. quer

nunca pensei fazer algo de que gostasse tanto e de que tantos gostassem.

começo aqui, agora uma espécie de edição em banda desenhada virtual

o link para uma amostra no ISSUU

 

 

 

“quando o mar trabalha” – tempo de prestar contas


0000 ahcravo_71_DSC9794 JB

o meu arrais, joão da calada, nos anos 90, meu mestre e grande amigo

é tempo de falar da companha que me ajudou a trazer à praia este trabalho, dizendo os seus nomes.

na escolha dos textos: maria josé barbosa e antero urbano

no trabalhar e seleccionar das imagens: jorge bacelar

na definição do formato do livro e acompanhamento da sua elaboração: helena mouro

na edição e em tudo: jorge pinto guedes (o meu editor e um grande amigo)

no lançamento na torreira, o pessoal de terra:

manuel arcêncio, director do agrupamento de escolas da murtosa, que entendeu desde sempre o meu trabalho e nesta fase final cedeu o espaço e toda a logística.

maria josé ferreira e arlindo silva, que trataram da parte mais delicada do lançamento: entregar os livros, receber os euros e prestar contas.

a todos eles o meu obrigado e um abraço comigo dentro.

bem hajam.

o filme ficou assim

 

mãos de mar (55)


quando o mar trabalha

0 ahcravo_DSC_9006

depois de seco o saco é de novo fechado para o aparelho da xávega poder fazer novo lanço. ao acto de fechar o saco chama-se “dar o porfio”, é o que está a fazer o meu amigo agostinho canhoto

é de rede
deitada ao mar do tempo
este livro

em terra
ficará a contar estórias
a falar de muitas vidas
e saberes

fora dele muito mais
que para tudo
saco não havia
e peixe houve que saltou

deu-se o porfio
fechou-se o saco

é na praia que encontras
os búzios que procuraste
em casa

(torreira; 2011)

 

 

os moliceiros têm vela (324)


zé pedro

0 ahcravo_DSC_1824

neste registo de 2013 o zé pedro deveria ter ainda 13 anos e já estava a coser o pano de uma vela.

em 2009 com 10 anos quando o avô, o mestre zé rito, construiu o moliceiro no estaleiro ao lado da casa, já ele andava a acompanhar a construção e a “botar” opinião.

depois começaram as participações em regatas, aos 12 anos já era timoneiro no moliceiro do falecido manel valas, onde com 15 anos apenas – ajuda-me se estiver errado, zé pedro – já foi arrais.

em 2014 ou 2015 com o rui (russo) e o ti manel valas, penso que ficaram em 3º lugar na regata da ria, chegando mesmo a ir na frente em alguns momentos da regata.

digo isto sem consultar documentação, de memória. o importante não é o ano, não é o lugar à chegada, o importante é o amor à partida.

o zé pedro, hoje com 19 anos, é um homem da ria, um homem que se houver condições, juntamente com outros jovens, poderá continuar a tradição legada pelos avós.

haja querer que os moliceiros tradicionais e as regatas têm quem as continue.

quando alguns se queixam que não fazem porque a juventude não se interessa, na ria é ao contrário, há jovens que querem continuar, só precisa que lhes dêem condições.

dá deus nozes …..

(torreira; regata da ria; 2013)