ana margarida carvalho na figueira da foz


cartaz

no dia 15 de dezembro de 2016, no âmbito da programação das “5as de leitura”, a escritora ana margarida carvalho, falou e de si e da sua obra.

dois romances: “que importa a fúria do mar” e “não se pode viver nos olhos de um gato”.

desse encontro com a escritora, mediado pela editora maria do rosário pedreira e pelo escritor/autarca antónio tavares, fez-se este despretensioso documento fílmico.

importante é ler os romances aqui abordados, são e serão obras fundamentais na literatura portuguesa deste primeiro quartel do século XXI.

“Ana Margarida de Carvalho nasceu em Lisboa, onde se licenciou em Direito e viria a tornar jornalista, assinando reportagens que lhe valeram sete dos mais prestigiados prémios do jornalismo português, entre os quais o Prémio Gazeta Revelação do Clube de Jornalistas de Lisboa, do Clube de Jornalistas do Porto ou da Casa de Imprensa. Passou pela redacção da SIC e publicou artigos na revista Ler, no Jornal de Letras, na Marie Claire e na Visão, onde ocupa actualmente o cargo de Grande Repórter e faz crítica cinematográfica no roteiro e no site de cinema oficial da revista, o Final Cut. Leccionou workshops de Escrita Criativa, foi jurada em vários concursos oficiais e festivais cinematográficos e é autora de reportagens reunidas em colectâneas, de crónicas, de guiões subsidiados pelo ICA e de uma peça de teatro.”

os moliceiros têm vela (243)


notas de um retirante

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para que conste

em 1999 o mestre zé rito, que tinha o estaleiro ao lado de casa, construiu, a céu aberto num terreno em frente ao estaleiro, o moliceiro “zé rito”.

em 2016, o mestre zé rito construiu, a céu aberto num terreno ao lado do “museu estaleiro do monte branco”, o moliceiro “um sonho”.

evolução? continuidade? o que mudou para que tudo continuasse na mesma.

aqui fica o convite para visitarem o museu estaleiro e aprenderem vendo.

(construção do moliceiro “um sonho”; 2016)

crónicas da xávega (187)


notas de um retirante

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o jorge carriço a relembrar velhos tempos

o último ano em que, na torreira, se fez alagem com bois, foi em 2001. (confirme-se com o joão da calada)

a companha era a do joão da calada e o barco, o óscar miguel.

entre os bois e os tractores, penso que houve um período curto em que se fez alagem a tirante. tire-se isto a limpo.

em 2013, ano de eleições autárquicas, pela primeira vez a câmara da murtosa fez uma recriação da xávega.

para o ano há de novo eleições, porque não, pelo menos de 4 em 4 anos, fazer uma recriação?

(torreira; setembro, 2013)

os moliceiros têm vela (241)


reparos de um retirante

“Breve História do Concelho da Murtosa”, autor “Marco Pereira”

(algumas notas breves, precedidas de um sublinhado)

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em qualquer publicação é tão importante a citação como a omissão.

isto dito, e sem retirar valor, nem importância à obra citada, queria deixar 3 notas breves para os desenvolvimentos temáticos futuros:

moliceiros: ainda há moliceiros na ria. é importante fazer a história das regatas e sua importância na dinamização turística temática e preservação do património, único no mundo. os moliceiros tradicionais e os passeios na ria.

companhas: ainda existem companhas activas na torreira. importante referir as que estão em laboração, as que ao longo do século xx trabalharam e as alterações sofridas nos métodos de trabalho: dos bois aos tractores, dos remos aos motores, por exemplo. parece-me importante que seja referido o seu papel na atracção turística temática.

literatura: não consta o nome do dr. Raul Vaz, entre os escritores listados. penso que, enquanto murtoseiro e pela obra produzida, merece lugar de relevo entre os nomeados.

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(foto de 2014)

quem conta um conto ……


14 de dezembro, de 1880

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no diário do governo nº 285 de terça-feira, dia 14 de dezembro, de 1880, é publicada a lista dos pescadores que participaram no salvamento dos náufragos do nathalie e foram por isso contemplados com:

“Medalha de prata para distincção e prémio e prémio concedido ao mérito, philantropia e generosidade:

Francisco da Silva Vaz
José da Silva Vaz
Manuel Joaquim Gorim
José Manuel do Padre
José Maria Rodrigues Brandão
Joaquim Maria Rezende
José da Cunha Pereira
Francisco António Russo
António Joaquim Vidinha
Manuel João Bucinho
Gonçalo Serrano
Gonçalo António Netto
José do Padre
António Maria Tavares
Joaquim Raphael
José Gravato
Domingos Luís de Mattos
Matheus Carapilho
António Pereira
Manuel da Cruz
Manuel Mariquinhas
Pedro Carapilho
Joaquim Carinhas
Lourenço Caroço
António Padinha
Manuel Maria Rebello Sebollão
Gonçalo de Oliveira Vadé
Manuel Cascaes
Raphael Maria da Cunha
António Maria Sardo
Manuel Lenho
Manuel Maria Caravella
Manuel Tejeleiro
João António da Silva
Manuel Gorim Júnior
João José Tavares
João Carinhas
Manuel José Acabou
João Vida
Francisco Besugo
Joaquim Presada
Gonçalo Marim
Manuel José Soldado
Manuel Tameiro
José Maria Patarata
António Tigeleiro
Manuel Canito
António Baldaia
Manuel da Brasia
Joaquim Codea
João Sassu
Pedro Fernandes Tavares da Ruiva
Luiz de Pinho das Neves Padinho
Egydio Salgado
José Maria Sapata
Manoel Mariquitas”

(todos a trabalhar em companhas da torreira)

são eles que hoje, aqui, são lembrados, enquanto continuo a esperar que senos da fonseca, encontre provas documentais da participação do arrais ançã no salvamento. senos da fonseca e todos quantos o vêm divulgando.

para que a estória não passe a história, era bom que provas documentais surgissem, como a que publico. é que: “quem conta um conto acrescenta um ponto”