postais da ria (192)


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henrique pai e henrique filho, brandões (gamelas)

o tempo tudo julga
e a seu tempo
dirá de sua justiça

o tempo julga
à velocidade
da justiça portuguesa

em sede de recurso
se acaso houvesse
seria de mortos a demanda

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os henriques brandão, pai e filho

 

(torreira; cirandar)

 

mãos de mar (3)


mãos de dar

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não
não me arrependo
de serem de dar as mãos
que me deram

nos cotos
dos braços que me levaram
outras mãos nasceram
para continuarem a dar

haverá amargura
por dentro dos dias agora
mas brilha nos olhos
o sol de sempre

o tempo
que nunca caberá nas mãos
é oferta impossível

usaram-no mal

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(torreira; 2016)