os moliceiros têm vela (309)


ferreira nunes

0 ahcravo_DSC_6050

ontem dia 13 de maio, no cais do bico, uma ria de gente assistiu ao bota-abaixo do mais novo moliceiro tradicional da ria de aveiro.

chama-se ferreira nunes, como o seu dono, como o pai do dono, como o avô.

o moliceiro é assim, são gerações passadas lembradas no presente, oferecidas aos futuros.

o nelson, filho de antónio ferreira nunes, e os amigos também deram o seu contributo para que o moliceiro chegasse à água.

querem ver povo, muito povo, na murtosa? dêem-lhe moliceiros.

parabéns antónio, parabéns a toda a família, parabéns à murtosa que filhos como este tem.

os que vivem a ria, os que sabem da importância do moliceiro na história deste povo, estão de parabéns.

houve mais um homem que do seu bolso, só do seu bolso, com a ajuda de outros homens com a mesma “frema”, fez mais um moliceiro.

se isto não é amor à terra e à tradição, não sei o que seja.

0 ahcravo_DSC_6050 bw

(murtosa; cais do bico; 13/05/2018)

 

aqui portugal, voltámos


acabei de receber dos estados unidos, mais precisamente de um alfarrabista da pensilvânia, os dois primeiros volumes dos “Estudos Etnográficos de D. José de Castro” – “Pescadores” e “Moliceiros”.
 
o interessante no meio desta aventura é que tive de pagar taxas de alfândega e de desalfandegamento de um bem que é nosso e fiz retornar ao nosso país.
 
o valor não é relevante face ao da aquisição, mas o facto é.
 
a factura com o descritivo vinha no exterior, será que não bastava para não haver cobrança?
 
talvez num país que se preocupasse mais com o património até me premiassem por ter conseguido repor património que estava no estrangeiro, mas para isso era preciso outro país com outra cultura.
 
assim vamos por cá
 
eu? eu feliz que nem um passarinho na primavera
000 estudos etnog
 
(imagem da net, site do alfarrabista)