quando os barcos eram “empurrados” por uma muleta como a que se vê nesta foto, o barco era mantido na perpendicular à praia, com a ajuda de duas cordas:
– a mão de barca, cala do aparelho que ficava em terra, que o arrais amarrava à bica da ré e ia largando conforme as possibilidades e as necessidades
– a regeira, corda presa ao golfião de bombordo da proa e que estava preso a um bordão enterrado na praia e da responsabilidade de um camarada da companha (enquanto foi vivo e lá trabalhou, era o ti antónio neto que o fazia)
a terceira corda que se vê na foto é a que está amarrada à muleta, para quando o arrais a soltar poder ser recuperada para terra.
vê-se areia por todo o lado porque o motor está a trabalhar e quando a onda recuou deixou-o em seco e o barco não largou como era de esperar.
um dos momentos mais arriscados para os pescadores de terra, é o prender dos ganchos nos arganéis do barco, no momento de arribar.
ou quando já com o barco no mar é preciso trazê-lo de novo para terra e esperar por nova oportunidade.
neste registo qualquer uma dessas situações pode estar a acontecer, se o arrais tiver decidido arribar de popa.
tractores, arrais, pescadores de terra e mar, têm de ter em atenção não só as ondas, como a possibilidade de um movimento lateral do barco lhes esmagar as pernas.
o luciano, não grita por medo, grita para orientar o tractor, provavelmente para lhe dizer que está preso o gancho porque é responsável e que puxe o barco para a praia.
Fernando Meireles, músico, investigador e artesão, o mais afamado construtor de guitarras portuguesas e o único que se aventurou na arte de recriar um instrumento medieval, a sanfona.
“De todas as tarefas que desempenho a que me dá mais prazer é construir instrumentos. Comecei a fazê-los porque os tocava, mas agora toco-os por os fazer. Se não os tocasse e investigasse, nunca teria atingido o nível que atingi.” Nomes como Júlio Pereira, Pedro Caldeira Cabral ou Amadeu Magalhães não abdicam de tocar com peças que possuem a marca de fabrico artesanal deste jovem de idade incerta que nasceu em Penafiel e vive em Coimbra, onde tem um ateliê no edifício da Associação Académica.
Neste concerto são interpretadas Músicas das tradições europeias com destaque para a Música Tradicional Portuguesa”