postais da ria (355)


os amigos de
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torreira; jim; safar redes; 2019

 
sentava-me à mesa do café
lia poesia
 
os meus poetas à minha mesa
falavam-me
 
eu era jovem e o tempo imenso
 
sentava-me à mesa do café
sem urgências
 
as de agora com tanta fome
dos amigos de então
 

josé gomes ferreira no dia mundial da língua portuguesa


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no dia mundial da língua portuguesa
um poeta fundamental e tão esquecido
josé gomes ferreira
 
o “poema X” é parte do conjunto “Panfleto contra a paisagem” de 1936-1937, inserto no livro “Poesia I”
os moliceiros têm vela (405)

os moliceiros têm vela (405)


meditação sobre a palavra
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cais do bico; cipriano brandão; 2006

 
o homem inventa
a ferramenta
que reinventa o homem
e a palavra
 
a palavra para denominar
a ferramenta
 
a ferramenta exigirá novas
ferramentas novas palavras
 
o poeta inventa a palavra
pelo prazer da música das letras
pela sonoridade pelo ritmo
pelo prazer de
 
as palavras do poeta
não nomeiam nada excepto
a si mesmas e são
as mais puras criações
do homem
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cais do bico; cipriano brandão; 2006

 
os moliceiros têm vela (404)

os moliceiros têm vela (404)


é um amigo
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cais do bico; regata do emigrante; 2006

um homem caminha na ria
um amigo aqui agora
sempre
 
súbito tudo é memória
 
sei que nunca se regressa
sei que a memória
é a única forma de voltar
 
nada mais resta
nada mais
resta
 
um homem caminha na ria
é um amigo
KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA

cais do bico; regata do emigrante; 2006

“À memória de minha mãe”, leonora rosado


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“À memória de minha Mãe”, (RAQUEL D’ANRIQUE – 30.11.1945 – 27.01.2007) de leonora rosado, é o primeiro poema do livro “HÁ TÉNUES SINAIS DE CRISTAL NOS ESPELHOS”