cansado sobre as pernas cruzadas na areia sentou-se entre sol e mar pendurou o olhar perdido de ali estar por momentos incontáveis quedou-se ausente absorto a decisão tomara-a há muito só não sabia o quando estendeu o braço agarrou o sol
poesia
postais da ria (408)
os moliceiros têm vela (475)
a beleza do sal (128)
crónicas da xávega (491)
postais da ria (407)
a beleza do sal (127)
crónicas da xávega (490)
lembro os dias a luta a indecisão de o não saber como a aceitação a revolta as divisões a impotência as armas e os barões gordos e guardados protegidos afilhados um tempo gordo bolorento lembro os dias da decisão das armas roubadas aos barões dos canhões à praça virados da festa da liberdade tempo de cravos na mão foram-se as armas ficaram os barões e os afilhados livres as palavras e o engano livre tu para recusar e seres ainda não é pleno o nosso tempo

postais da ria (406)
gosto muito de mínimas máximas há que baste por aí sempre as houve mas é nas mínimas coisas que os olhos que sabem ver se perdem que o coração que sabe sentir se afoga que as mãos sábias se encontram são as mínimas coisas que nos ferem e nos alegram por isso cada vez mais gosto muito de mínimas












