Fevereiro 13, 2019 by ahcravo postais da figueira (1) a fotografia já não existe escreve o tempo com imagens a fotografia (figueira da foz; 2013)
Fevereiro 11, 2019 by ahcravo crónicas da xávega (292) dos gatos de noite pardos os gatos apanham ratos alguns (torreira; 2013)
Fevereiro 9, 2019 by ahcravo postais da ria (290) monólogo pede o surdo ao mudo fala comigo (torreira; s. paio; 2018)
Fevereiro 8, 2019 by ahcravo crónicas da xávega (291) ir ao mar maior que a viagem o sonho a terra afasta-se não o barco uma ilha com motor e homens procura-se às cegas o peixe esperam na praia o regresso diz-se ir ao mar (torreira; 2014)
Fevereiro 7, 2019 by ahcravo os moliceiros têm vela (343) devagar aprendi cedo a ler reconhecer as letras soletrar sílabas decifrar frases percorro parágrafos como se de bengala as palavras não correm talvez por isso o povo diga que mais depressa um coxo sou dos que lêem devagar como ando (torreira; regata da ria; 2010)
Fevereiro 6, 2019 by ahcravo postais da ria (289) gente da ria conheço-lhes os gestos por vezes os nomes são muitos anos ou foram muitos anos conheço-lhes os gestos por vezes os nomes adivinho famílias artes de pesca artistas alguns no engano de nas malhas dos dias muitos ficaram aqui não presos guardados (torreira; safar redes; 2016)
Fevereiro 4, 2019 by ahcravo postais de buarcos (1) mestres do instante a arte do corpo do equilíbrio frágil do quase voo leitores atentos do mar pescadores de ondas mestres do instante voam e semeiam espantos (buarcos; skimboard; 2016)
Fevereiro 3, 2019 by ahcravo crónicas da xávega (290) agora não peças ao tempo que passe passas quando o tempo passa regressa ao antes para seres mais hoje há uma criança dentro de ti brinca com ela e sorri agora é o teu tempo (torreira; 2013)
Fevereiro 1, 2019 by ahcravo a beleza do sal (57) o sol no sal homem do sal, o buíça as corujas caçam de noite mestres no esperar temem a luz o sol no sal (armazéns de lavos; achegar; 2017)
Janeiro 31, 2019 by ahcravo postais da ria (288) sopa de letras cirandar para a borda a menina maria e o ti zé augusto foram os meus avós paternos na ladeira das fontainhas em setúbal bairro de murtoseiros e pescadores tiveram uma mercearia uma taberna e seis filhos quando a sopa da menina maria era mais cheirosa o aroma corria pela ladeira até casas menos abonadas de onde vinham grávidas com uma malga para uma sopinha senão ficavam ógadas sorria a menina maria lembrei-me desta história a propósito de certas visitas a malga agora é outra e a sopa é de letras (torreira; cirandar; 2013)