da companha

quinhões ou tecas
o sal do rosto
tempera o quinhão
(praia de mira; 2009)
da companha

quinhões ou tecas
o sal do rosto
tempera o quinhão
(praia de mira; 2009)
urgente

o mestre zé rito ao leme do moliceiro “Zé Rito”
poesia precisa-se
poetas abundam

o mestre zé rito ao leme do moliceiro “Zé Rito”
(torreira; regata do s. paio; 2018)
da vida

o jacinto arruma as redes da solheira
na nascente saberá
o rio do mar?
(torreira; 2018)
da mão

flor de sal
a que dá
a que tira
a que ignora
a que acaricia
a que fere
a que mata
qual a tua?
(armazéns de lavos; 2017)
todo o tempo

o carregar do saco
olhar os rostos
lembrar os nomes
dizê-los
os amigos vêm
pela mão
das palavras
pelo olhar
que os resgata
todo o tempo
é agora
(torreira; 2012)
da ilusão

um mais um
quantos são?
o total depende
sempre de ti

(torreira; s. paio; 2011)
do sonho

tudo se desgasta
só tu permaneces

(torreira; s. paio; chinchorros; 2013)
da amizade

há quantos anos
foi ontem?
(torreira; safar; 2018)m safa
mais um

o arribar da manga do reçoeiro
o que fui
leva pela mão
quem sou
olhos meus
sempre
até quando
o mar as gentes
os rostos
os gestos as artes
mais um
(leirosa; 2017)
não ardem

vão em bando
em direcção ao sol
sonham-se
mais que barcos
aves homens terra
esta
vão em bando
em direcção ao sol
reinventam-se
não ardem

(murtosa; regata do bico; 2009)